A rotina de higienização de jalecos vai muito além da estética. Jalecos, aventais e outros EPIs usados em saúde funcionam como barreira de proteção, mas também podem se tornar fonte de contaminação se não forem lavados e manuseados da maneira correta.

Profissionais de enfermagem, medicina, odontologia, fisioterapia, estética e equipes de apoio em serviços de saúde lidam diariamente com secreções, gotículas e superfícies potencialmente contaminadas. Por isso, cuidar bem da higienização de jalecos e da lavagem de aventais hospitalares é parte essencial da biossegurança hospitalar e do controle de infecção.

Neste artigo, você confere por que esse cuidado é tão importante, o passo a passo da higienização segura e como a Rioclarense pode apoiar sua rotina com produtos adequados.

Por que a higienização de jalecos é tão importante?

A higienização de jalecos tem dois objetivos principais:

Proteger o profissional e a equipe de exposição contínua a micro-organismos.

Evitar que agentes infecciosos saiam da unidade de saúde e circulem em ambientes comunitários e residenciais.

Tecidos usados em jalecos e aventais entram em contato com:

  • Superfícies de macas, leitos e poltronas;
  • Pacientes, secreções e fluidos corporais;
  • Gotículas liberadas em procedimentos respiratórios.

Sem um protocolo consistente de lavagem, o jaleco pode se tornar um “transportador silencioso” de microrganismos entre setores, pacientes e até mesmo entre hospitais e casas.

Higienização de jalecos: boas práticas gerais

A higienização de jalecos precisa seguir um padrão claro para realmente proteger profissionais, pacientes e a comunidade. Mais do que “lavar o jaleco”, o objetivo é reduzir o risco de contaminação cruzada e reforçar a biossegurança no dia a dia. Abaixo, reunimos boas práticas simples que ajudam a transformar esse cuidado em rotina:

1. Jaleco não é roupa de rua

Regra de ouro da higienização de jalecos: sempre que possível, o jaleco deve ser usado apenas dentro da instituição, retirado antes de ir embora e armazenado em local adequado para posterior lavagem. Evite:

  • Ir embora de jaleco;
  • Circular em áreas de alimentação ou descanso com o jaleco contaminado;
  • Usar o mesmo jaleco por vários dias seguidos sem lavagem.

2. Separar dos demais tecidos

Na hora da lavagem:

  • Não misture jalecos com roupas pessoais;
  • Separe por grau de sujidade e tipo de serviço (ex.: centro cirúrgico, UTI, pronto atendimento) quando aplicável;
  • Manuseie jalecos sujos com luvas se houver sujeira visível ou risco de respingos.

Essa separação reduz a chance de contaminação cruzada com outras peças.

3. Lavagem com água, detergente e temperatura adequadas

O protocolo pode variar conforme a política da instituição, mas, em geral, a higienização de jalecos inclui:

  • Remoção de sujidade visível;
  • Lavagem com detergente apropriado, em lavadora doméstica ou industrial;
  • Uso de água em temperatura adequada (morna ou quente, se o tecido permitir);
  • Enxágue abundante para eliminar resíduos de produtos.

Muitas instituições adotam alvejantes à base de cloro ou oxigênio ativo, quando o tecido permite, para reforçar a desinfecção. O ideal é seguir sempre as recomendações do fabricante do jaleco e as diretrizes internas de biossegurança em saúde.

4. Secagem e passagem

Após a lavagem de aventais hospitalares e jalecos:

  • Seque completamente em local limpo e ventilado;
  • Evite deixar as peças úmidas por longos períodos (isso favorece proliferação de fungos);
  • Passar a ferro quente, quando possível, ajuda na higienização final e melhora a apresentação ao paciente.

5. Armazenamento correto

Jalecos limpos devem ser:

  • Guardados em armários ou locais protegidos de poeira e respingos;
  • Acondicionados separados de itens sujos ou em uso;
  • Manuseados com as mãos limpas, evitando recontaminação logo após a lavagem.

Lavagem de aventais hospitalares: semelhanças e cuidados extras

A lavagem de aventais hospitalares segue princípios semelhantes à higienização de jalecos, mas exige atenção especial ao tipo de avental:

  • Aventais de tecido reutilizáveis: seguem protocolo de CME ou lavanderia, com pré-lavagem, lavagem mecânica com detergente adequado, desinfecção térmica ou química e secagem completa. Costumam ser usados em centros cirúrgicos, obstetrícia ou procedimentos que demandam barreira mais robusta;
  • Aventais descartáveis: não devem ser lavados. O correto é descartar após o uso conforme normas de resíduos de serviços de saúde.

Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: contribuir para o controle de infecção, evitando que aventais contaminados sirvam de fonte de transmissão entre pacientes, superfícies e profissionais.

Leia também: Controle de infecção hospitalar 

Higienização de jalecos e biossegurança hospitalar

A biossegurança hospitalar é um conjunto de medidas para proteger profissionais, pacientes, visitantes e a comunidade contra riscos biológicos. Nesse contexto, a higienização de jalecos é uma peça da engrenagem, junto com:

  • Higienização das mãos;
  • Uso correto de EPIs;
  • Limpeza e desinfecção de superfícies;
  • Descarte adequado de resíduos;
  • Reprocessamento seguro de artigos médico-hospitalares.

Quando o cuidado com jalecos e aventais é negligenciado, o restante do protocolo perde força. Por outro lado, quando existe cultura de segurança, a equipe entende que a forma de vestir, tirar, armazenar e lavar essas peças é tão importante quanto qualquer outro procedimento técnico.

Dicas práticas para uma rotina mais segura

Para incorporar a higienização de jalecos e a lavagem de aventais hospitalares na rotina sem complicar o dia a dia, algumas estratégias ajudam:

  • Criar checklists simples para colocação, retirada e armazenamento de jalecos;
  • Orientar novos colaboradores e estudantes logo na integração;
  • Definir recipientes ou sacos específicos para coleta de jalecos sujos;
  • Alinhar com a lavanderia (interna ou terceirizada) os parâmetros de lavagem, temperatura, produtos e tempo de ciclo;
  • Revisar periodicamente os POPs de controle de infecção, incluindo orientações claras sobre jalecos e aventais;
  • Reforçar a comunicação visual nas áreas de vestiário, CME e enfermagem.

Controle de infecção: responsabilidade de todos

A higienização de jalecos não é responsabilidade apenas do profissional que usa a peça, mas também da gestão, da CCIH e das equipes de limpeza e lavanderia. Um bom programa de controle de infecção:

  • Estabelece normas claras para uso, troca e lavagem de jalecos e aventais;
  • Define responsabilidade de cada área (quem recolhe, quem transporta, quem lava, quem distribui);
  • Monitora indicadores (taxas de infecção, adesão a protocolos);
  • Incentiva uma cultura em que o time se sente à vontade para apontar falhas e propor melhorias.

Quando todos entendem o porquê das regras, a adesão aumenta e o impacto na segurança do paciente fica muito mais evidente.

Rioclarense: apoio em jalecos, EPIs e equipamentos hospitalares

A higienização de jalecos é apenas um dos pilares da proteção no ambiente de saúde. Ela fica ainda mais eficiente quando os profissionais contam com jalecos de qualidade, EPIs adequados e equipamentos hospitalares confiáveis para cuidar dos pacientes.

A Rioclarense é um e-commerce especializado em produtos para saúde, com portfólio que inclui:

  • Jalecos e aventais para diferentes áreas;
  • Máscaras, luvas, toucas e outros EPIs;
  • Produtos de limpeza e desinfecção;
  • Equipamentos médicos essenciais para consultórios, clínicas, hospitais e serviços de diagnóstico.

Se você quer fortalecer sua rotina de biossegurança hospitalar e controle de infecção, vale conhecer os produtos da Rioclarense e montar um kit alinhado às necessidades da sua equipe.

Assim, a higienização de jalecos deixa de ser apenas uma tarefa de lavanderia e passa a fazer parte de uma estratégia maior: oferecer um cuidado mais seguro, profissional e acolhedor para cada paciente atendido.